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Quinta-feira, 09 de Abril de 2026
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Vida Cristã

A glória que se manifesta…

e o propósito que precisa permanecer

Ap. Mário Alberto Nuntius
Por Ap. Mário Alberto Nuntius
A glória que se manifesta…
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A história de Elias no Monte Carmelo é uma das manifestações mais impactantes da glória de Deus em todo o Antigo Testamento. Fogo desce do céu. O altar é consumido. O povo reconhece, publicamente, quem é o verdadeiro Senhor.

No entanto, há um detalhe que muitos ignoram:essa narrativa não termina com o fogo.

Se o centro do texto fosse apenas a manifestação sobrenatural, a história se encerraria em 1 Reis 18. Mas ela continua. E quando continua, revela algo ainda mais profundo: a glória não encerra o processo — ela inaugura outro.

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A grande pergunta do texto não é como a glória vem,mas como o profeta se comporta depois dela.

A PRESENÇA SE MANIFESTA, MAS O PROPÓSITO PRECISA SER MANTIDO

É exatamente após a resposta de Deus que o perigo começa.

Porque quando Deus responde, o inimigo não tenta mais impedir o fogo ele tenta desviar o coração de quem foi usado.

A partir dessa narrativa, o texto revela três estratégias sutis que o inimigo utiliza para roubar o sucesso no cumprimento do propósito.

  1. DISTRAÇÃO - quando o foco sai de Deus

“Na hora do meio-dia, Elias começou a zombar deles…”

(1 Reis 18.27)

Elias estava certo no altar.

Certo no sacrifício.

Certo no tempo.

Mas nem sempre quem acerta no altar acerta no espírito.

O próprio profeta sabia exatamente a hora da intervenção divina:

“À hora do sacrifício da tarde…”

(1 Reis 18.36)

No judaísmo bíblico, esse momento não era impreciso.

O sacrifício da tarde acontecia na hora nona, aproximadamente às 15h, conforme o entendimento rabínico clássico (Mishná, tratado Tamid). A expressão hebraica bein ha’arbayim — “entre as duas tardes” — indica um período anterior ao pôr do sol, não depois.

Ou seja: Elias sabia que Deus responderia.

Bastava esperar. A zombaria, portanto, não era fé — era distração.

“Os castigos estão preparados para os zombadores, e os açoites para as costas dos tolos.”

(Provérbios 19.29)

Quando o foco sai de Deus, o “eu” começa a falar.

Ainda assim, Deus responde — não porque o coração do profeta estivesse perfeito, mas porque o povo precisava de restauração.

  1. DESENFOQUE — quando a glória não gera alinhamento

Após o fogo cair, Elias ordena:

“Prendam os profetas de Baal…”

(1 Reis 18.40)

Aqui ocorre uma mudança perigosa.

O propósito de Elias não era executar homens — era restaurar Israel.

Ele começou bem: restaurou o altar, restaurou o culto, restaurou a honra do nome do Senhor.

Mas, depois da glória, ele se afasta do foco do chamado.

Logo em seguida, Jezabel envia uma ameaça:

“Elias teve medo e fugiu…”

(1 Reis 19.3)

O contraste é chocante:

quem enfrentou 450 profetas, agora foge de uma mulher.

Isso não é falta de poder.

É desalinhamento de propósito.

  1. EMBASAMENTO ERRADO DA VISÃO — quando o “eu” ocupa o centro

Escondido, Elias entra no discurso da autocomiseração:

“Fiquei sozinho… só eu sobrei.”

(1 Reis 19.10)

Quando o “eu” domina a leitura da realidade, perde-se a visão do que Deus está fazendo.

Deus, então, corrige o profeta:

“No entanto, fiz sobrar em Israel sete mil…”

(1 Reis 19.18 – NVI)

O problema nunca foi a ausência de fiéis.Foi a leitura distorcida da realidade.

Deus preservou.

Deus guardou.

Deus manteve um remanescente.

Eles não dobraram os joelhos.

Nem beijaram Baal.

Fidelidade não é apenas evitar o erro —

é não aparentar concordância com ele.

A CORREÇÃO FINAL DA PARTE DE DEUS

“O que você está fazendo aqui, Elias?”

(1 Reis 19.13)

Essa pergunta não é geográfica.

É espiritual.

Deus não valida a lamúria.

Não alimenta o vitimismo.

Ele chama o profeta de volta ao propósito.

O objetivo de Deus nunca foi que Elias agisse como um homem comum,

mas que cumprisse seu papel como profeta:

✔ Restaurar a ordem espiritual de Israel

✔ Influenciar corretamente os governos

✔ Deixar um legado profético para a nação

O problema nunca foi se Deus se manifesta.

A verdadeira pergunta é:

O que fazemos depois que Ele se manifesta?

A presença é dom.

O propósito é responsabilidade.

“A glória pode até se manifestar em um momento,

mas o propósito só se cumpre em quem permanece alinhado depois dela.”

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FONTE/CRÉDITOS: Folha Apostólica News
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Ap. Mário Alberto Nuntius

Publicado por:

Ap. Mário Alberto Nuntius

Colunista do Portal de Notícias Evangélica FOLHA APOSTÓLICA NEWS

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