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Quinta-feira, 15 de Outubro de 2026
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Política

Raio-X das propostas: O que realmente dizem as 76 páginas do plano de governo de Flavio Bolsonaro

Candidatos se preparam para o 2ª Turno no dia 25 de outubro

Ap. Antonio Carlos da Silva
Por Ap. Antonio Carlos da Silva
Raio-X das propostas: O que realmente dizem as 76 páginas do plano de governo de Flavio Bolsonaro
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Em meio a campanhas marcadas por polarização e desinformação, uma análise detalhada do documento "Para o Brasil vencer o atraso", devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela as diretrizes estruturais propostas pelo candidato Flávio. Um compilado resumindo as 76 páginas do plano vem ganhando tração, desmistificando pontos controversos e apresentando propostas que passavam despercebidas.  
Abaixo, detalhamos os eixos centrais do projeto:
Segurança Pública de Mão Pesada
Uma das bandeiras mais fortes do plano foca no endurecimento contra a criminalidade. O documento propõe que facções criminosas passem a ser tipificadas e tratadas como terrorismo. A infraestrutura carcerária seria ampliada com a construção de cinco presídios de segurança máxima e a criação de 500 mil novas vagas. A vigilância ganha destaque com a promessa de instalação de um milhão de câmeras com tecnologia de reconhecimento facial. Uma mudança jurídica significativa (página 15) sugere que o dinheiro atualmente pago à família do preso seja redirecionado para a família da vítima.  
Reformas de Estado, STF e Fim da Reeleição
No âmbito institucional, a seção "Brasil que cumpre a Constituição" traz propostas contundentes. O grande destaque é o fim da reeleição para presidente da República. Há também uma proposta para limitar decisões de "um ministro só" (monocráticas) no Supremo Tribunal Federal (STF) e a proibição de que parentes de juízes advoguem em seus respectivos tribunais. A máquina pública passaria por um enxugamento de, no mínimo, 10 ministérios, acompanhado do fim de "supersalários" e "penduricalhos", com a premissa de que "estatal não é palanque nem cabine de apadrinhado".  
Economia, Emprego e Benefícios Sociais
A campanha utiliza o documento para rebater fake news: o plano não prevê o fim do Bolsa Família nem do 13º salário. O texto propõe manter os programas sociais existentes, combatendo fraudes e apoiando a entrada no mercado de trabalho, além de reduzir o custo do trabalho sem retirar direitos. O projeto também garante que dinheiro de programa social "não vai para bet" (apostas online). Estima-se menos impostos na conta de luz e no combustível, além de contratos mais baratos para o primeiro emprego e para trabalhadores com 50 anos ou mais. O plano projeta ainda a construção de 2,5 milhões de casas.  
Mulheres, Educação e Saúde
No eixo "Brasil por elas", o projeto propõe garantir escrituras de casas no nome das mulheres, a criação de um "Vale-creche" na rede particular quando faltarem vagas na rede pública, e a implementação da "ClarIA", uma assistente virtual para pedidos de medidas protetivas pelo celular. Na educação, alunos com boas notas receberiam remuneração para dar reforço aos colegas, e é apresentado um modelo de faculdade que só é paga após o aluno conseguir um emprego. Na saúde, a meta é ter 100% dos serviços federais no celular, integrar o histórico de saúde ao CPF e garantir a entrega de remédios em casa.  
Surpresa Ambiental
Contrariando expectativas de alguns críticos, o plano estipula, em sua página 58, a meta de zerar o desmatamento ilegal no país até o ano de 2029.  
A leitura direta do documento coloca as propostas no centro do debate eleitoral. Como aponta a própria campanha em seu material de divulgação: o voto merece uma decisão informada, baseada no que está escrito e registrado, indo muito além dos recortes e manchetes.

FONTE/CRÉDITOS: Folha Apostólica News
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