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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2026
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Ano Novo, Algo de Fato Novo?

Todo início de ano carrega a promessa do novo

Ap. Mário Alberto Nuntius
Por Ap. Mário Alberto Nuntius
Ano Novo, Algo de Fato Novo?
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Todo início de ano carrega a promessa do novo. Novas metas, novas palavras, novos votos. Mas a pergunta que precisa ser feita não é se o calendário mudou, e sim se o interior foi transformado.

Porque não existe ano novo verdadeiro quando os mesmos ciclos internos continuam se repetindo.

Há pessoas que aparecem, constroem impacto, geram movimentos — mas, por dentro, vivem aprisionadas em sentimentos antigos: medo, culpa, vergonha, autossabotagem, insegurança. Produzem resultados externos, mas carregam escravidões internas. E tudo isso afeta não apenas a vida emocional, mas também a espiritual e a financeira.

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Ciclos que produzem escravidão

Ciclos repetitivos não começam do lado de fora. Eles nascem no íntimo.

São hábitos não tratados, reações não confrontadas, feridas não curadas.

O problema não é errar. O problema é viver refém do mesmo padrão, ano após ano.

A Escritura nos mostra exemplos claros disso.

Elias: o homem do fogo que fugia para o isolamento

Elias é um profeta acostumado a aparecer, confrontar reis e gerar impacto espiritual. No Monte Carmelo, ele vê o fogo descer do céu e o povo reconhecer quem é o verdadeiro Deus.

“Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus.”

(1 Reis 18.37)

Mas logo depois da maior manifestação pública, Elias foge para o deserto, se isola e deseja morrer.

“Basta; toma agora, ó Senhor, a minha vida.”

(1 Reis 19.4)

Não era apenas perseguição externa. Era dificuldade interna.

Elias sabia lidar com o altar público, mas tinha conflitos não resolvidos no relacionamento com pessoas, com frustrações e com expectativas.

Isso fica claro quando, em vez de apenas prender os profetas de Baal conforme a lei, ele ordena sua morte — uma decisão carregada de tensão emocional e excesso, não apenas zelo espiritual (1 Reis 18.40).

Impacto público não garante saúde interior.

Pedro: coragem diante das multidões, medo no secreto

Pedro era intenso, impulsivo, sempre disposto a provar quem era. Declarou fidelidade absoluta a Jesus:

“Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei.”

(Mateus 26.33)

Mas quando ninguém importante estava olhando — no pátio, no secreto, longe dos holofotes — o medo, a vergonha e a autopreservação falaram mais alto.

“Então ele começou a praguejar e a jurar: ‘Não conheço esse homem!’”

(Mateus 26.74)

Pedro cria em Jesus, mas ainda não tinha sido transformado na intimidade.

E isso revela uma verdade dura: não adianta confessar fé em público se o interior continua dominado pelo velho homem.

O novo começa no íntimo

Não se constrói um homem ou uma mulher de Deus quando todos estão olhando.

A verdadeira transformação acontece quando ninguém vê — quando o coração é confrontado, quando os hábitos são revistos, quando as motivações são purificadas.

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas.”

(2 Coríntios 5.17)

O problema é que muitos querem o novo sem deixar o velho.

Querem novas oportunidades para camuflar o que não foi mudado, em vez de permitir que o novo revele o quanto foram transformados.

Cristo em nós, não apenas conosco

Ter um ano novo de verdade exige coragem para:

  • Romper com hábitos que alimentam medo e autossabotagem
  • Limpar o interior de si mesmo
  • Enxertar Cristo nas ações íntimas, nas reações silenciosas, nas decisões que ninguém aplaude

“Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim.”

(Gálatas 2.20)

Não é sobre parecer espiritual.

É sobre ser transformado.

Conclusão

Você pode, sim, viver um ano novo de fato — se deixar os velhos hábitos e passar a crer e viver o que diz crer em Cristo.

No individual.

Na vida emocional.

No ministério.

Nos relacionamentos.

Na forma como você reage quando ninguém está vendo.

O ano só será novo quando o seu interior também for.

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações.”

(Salmos 139.23)

Porque o verdadeiro novo não começa no calendário.

Começa no coração.

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FONTE/CRÉDITOS: Folha Apostólica News
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Ap. Mário Alberto Nuntius

Publicado por:

Ap. Mário Alberto Nuntius

Colunista do Portal de Notícias Evangélica FOLHA APOSTÓLICA NEWS

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