
Ap. Antônio Carlos
A chamada "Cultura Woke" e o progressismo religioso não são apenas movimentos sociais, mas sistemas de crenças que buscam redefinir a antropologia bíblica e a soteriologia (doutrina da salvação). Quando a Igreja adota o "humanismo de Marx" disfarçado de justiça social, ela substitui a soberania de Deus pela supremacia do Estado e do "eu".
1. A Relativização do Pecado e a Nova Idolatria
O primeiro ataque ocorre na definição de pecado. O que a Bíblia classifica como transgressão moral é frequentemente rebatizado como "expressão cultural" ou "variante identitária".
O Erro: A ideia de que o pecado é relativo ao contexto cultural.
A Defesa Bíblica: A Bíblia afirma que a verdade de Deus é imutável. Em Isaías 5:20, lemos: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas". A idolatria moderna não se curva apenas a imagens, mas ao antropocentrismo (o homem como centro de tudo).
2. Teologia da Libertação: O Evangelho de Marx vs. O Evangelho de Cristo
A Teologia da Libertação substitui a redenção do pecado pela emancipação política. Ao tentar fundir o cristianismo com o socialismo, ignora-se que o materialismo dialético é intrinsecamente ateu e vê o Estado como a autoridade final.
Confronto Apologético: Jesus afirmou em João 18:36: "O meu reino não é deste mundo". Enquanto o progressismo foca na estrutura social, o Evangelho foca na regeneração do coração humano. O humanismo secular tenta criar um "paraíso na terra" sem Deus, o que invariavelmente leva à perseguição daqueles que mantêm a fidelidade às Escrituras.
3. A Perseguição Silenciada e a Intolerância "Tolerante"
Existe um fenômeno global onde o antissemitismo e a cristofobia são relativizados. Acadêmicos e políticos progressistas rotulam a fé cristã como "intolerante" para justificar a marginalização de seus princípios em escolas e faculdades.
A Realidade Bíblica: A perseguição é uma marca do cristão fiel, mas ela deve ser combatida com a verdade. Mateus 5:11 encoraja os fiéis, enquanto Colossenses 2:8 alerta: "Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo".
Crônica Teológica: O Alerta da OMMEB
Reflexão pelo Ap. Antônio Carlos da Silva
A
Igreja moderna vive um momento de "apostasia disfarçada de progresso". Sob o pretexto de inclusão e respeito cultural, abrem-se as portas para deuses estranhos e ideologias que negam a eficácia da Cruz.
O Estado não é Deus. A família não é uma construção social descartável, mas um projeto divino estabelecido no Éden. Quando as escolas e a política tentam descredibilizar a Bíblia, eles não estão apenas mudando a cultura; estão atacando o fundamento moral da civilização.
A OMMEB (Ordem Mundial dos Ministros Evangélicos do Brasil) se levanta para reafirmar que não há diálogo possível entre a luz e as trevas. A verdadeira liberdade não vem da submissão ao Estado laico-humanista, mas da submissão à Palavra de Deus. A "Cultura Woke" passará, mas a Palavra do Senhor permanece para sempre (1 Pedro 1:25).
Argumentos Apologéticos de Combate:
Sola Scriptura: Contra o progressismo, afirmamos que a Bíblia é a única regra de fé e prática, superior a qualquer tese política.
Imutabilidade de Deus: Deus não se adapta à cultura; a cultura deve ser transformada pelo Evangelho (Romanos 12:2).
A Exclusividade de Cristo: Contra o sincretismo religioso e a idolatria cultural, mantemos que "Ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6).
Nota: Esta análise serve como base para a defesa da fé contra as distorções teológicas contemporâneas que tentam esvaziar o poder do Evangelho em prol de agendas políticas de esquerda.
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